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"triste olhar de um povo"

Editorial
"triste olhar de um povo"
Segunda-feira, 08.06.2009 - 09:27

O “povo” é aquele que luta, que produz, que confia, que espera, que acredita e que vota.

O povo é aquele que é chamado de trabalhador, sua produção contribui para a riqueza e sucesso de muitas empresas e de seu País.

O povo é também aquele que observa que empresários e administradores enriquecem mas não são capazes de olhar e perceber que toda sua fortuna foi colhida pelos braços e um aglomerado de mãos assalariadas.

 É o povo aquele, cujo sua grande recompensa está no governo que ajudou a eleger, em aumentar 1 ou 3% o seu tão alto ordenado… que Sá umas calças novas com essa regalia.

            O povo é aquele que confia e vota, mas vota convicto que seus representantes políticos, irão administrar seus descontos, e poupanças, zelar por sua segurança, conforto, justiça e educação, enquanto estão ocupados em produzir.

            O povo é aquele que atónito vê nos noticiários, todos os dias empresas a fecharem, para que seus administradores não percam sua fortuna, amealhada com o suor de seus trabalhadores o “povo”.

No momento difícil como ratos abandonam os navios porque estão apetrechados de botes salva vidas com mantimentos para muito tempo.

E o povo que afunde…

São com os mesmos olhos e ouvidos que serviram essas empresas, verem valores e sonhos de uma vida, completamente frustrados.

            O triste olhar de um povo quando repara que suas poupanças, seu património depositado nos cofres do estado a que ele confiou, está a ser usado para manter e subsidiar empresas e variadíssimas instituições parasitas que engordam seus executivos com altíssimos salários.  

O povo que tem um comércio, que resiste, não tem medo de perder seu património, como um verdadeiro capitão não abandona o seu navio apesar da violência do oceano.

O povo de pequenas, médias e micros empresas precisam de ajuda! Mas a única resposta do “governo”é insensatez, e um labirinto de mentiras e falsas promessas.

O dinheiro do “povo”serviu para caucionar e engordar mais ainda a banca e seus administradores.

O povo que afunde… abunde na pobreza.

O que resta ao povo… aquele que luta, continue a lutar, porque produz, confia, espera, acredita, e no fim, torna outra vez a votar naqueles que seus sonhos continuarão a roubar…


AUTOR: A.Bárria
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