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Quanto valem oito horas

Editorial
Quanto valem oito horas
Sexta-feira, 02.05.2008 - 17:26

Assinalou-se ontem o Dia do Trabalhador, uma batalha ganha em 1886, pelas jornadas de oito horas de trabalho diário. Nesse ano, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago, nos Estados Unidos da América. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas.

Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia. O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pelas centrais sindicais.

Quanto valem oito horas de um verdadeiro trabalhador? É natural que esteja a pensar agora. No seu salário, ou no valor dessas mesmas oito horas noutro país europeu...

Será que o tempo, o bem mais precioso que temos só vale isso? Não será também verdade que a maioria dos trabalhadores não emprega esse tempo real de oito horas a fazer o melhor possível na sua profissão? Não será um sonho de qualquer empregador, ter trabalhadores que valorizem esse tempo de forma a produzirem o máximo, de adquirirem o auto-conhecimento e investirem em formação especifica para que possam progredir, sentirem-se felizes com a sua actividade profissional (seja ela qual for) com ideias e  sugestões, sendo estas verdadeiras forças motivacionais e impulsionadoras. Muitos passam o tempo no trabalho, enquanto outros investem esse mesmo tempo e energia a produzir no trabalho.

Pense que a qualidade, a dedicação, mais cedo ou mais tarde será reconhecida e o resultado é um maior contra cheque. Doutra forma, as oito horas conquistadas em 1886 do precioso tempo no trabalho terão sempre a mesma cotação financeira. A evolução e o reconhecimento do trabalhador dependem da energia e do dinamismo que aquele emprega, e não nas horas que o operário passa no local de trabalho.


AUTOR: Antonino Bárria
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