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Braga PSD de Braga reúne autarcas da Coligação em Maximinos: Segunda-feira, 11.10.2010 - 11:09 (GMT) ![]() No âmbito das comemorações do centenário da República Portuguesa, a Comissão Política de Secção do PSD de Braga reuniu os seus Presidentes de Junta, membros dos Executivos e Vereadores num jantar de convívio e trabalho. O jantar contou com a presença de mais de 50 pessoas. Num ambiente marcado pela grande união e convergência de esforços entre todos os presentes, reafirmou-se a importância da defesa dos valores republicanos, defesa essa ainda mais premente no contexto de crise económica e social que o país atravessa. A iniciativa serviu também para os autarcas prepararem os contributos do PSD de Braga na elaboração das Opções do Plano da Câmara Municipal para 2011. Presidentes de Junta lamentam desprezo do Presidente de Câmara Os Presidentes de Junta apoiados pela Coligação “Juntos Por Braga” lamentaram que, ao contrário do que aconteceu no anterior exercício, as reuniões para recolha de contributos para as Opções do Plano não tivessem contado com a presença do Presidente da Câmara Municipal. “Não conhecemos o Presidente da Câmara de Braga” foi uma das frases proferidas por vários Presidentes de Junta durante o jantar, aludindo à recusa de Mesquita Machado em receber os autarcas eleitos em audiência. Firmino Marques foi o porta-voz do sentimento geral quando se dirigiu a Ricardo Rio e assegurou: “Braga teria ganho muito mais se eu tivesse aqui sentado ao meu lado o Presidente de Câmara eleito a 11 de Outubro de 2009. Mas todos continuamos a trabalhar contigo com esse propósito de dar a Braga um Presidente de que nos possamos orgulhar”. O presidente da Junta de S. Victor, afirmou que “a Câmara dá provas de não querer ouvir as preocupações reais das freguesias”. “Há dois pesos e duas medidas para Juntas eleitas pela Coligação e para Juntas eleitas pelo Partido Socialista”, acusou. A situação que se vive na Casa do Areal foi outra das preocupações expressas pelo representante de S. Victor. “ A Casa do Areal está, neste momento, parada e o nosso investimento não está a render”, garantiu Firmino Marques. “Esta é uma realidade que deve preocupar todos os bracarenses, porque a Casa do Areal não é apenas para usufruto dos cidadãos de S. Victor”. Por sua vez, João Pires, presidente da junta de S. Lázaro, deu voz ao descontentamento pelo facto de o Presidente da Assembleia Municipal ter retirado aos Presidentes de Junta a possibilidade de se expressarem. “É de lamentar que não seja permitido aos Presidentes de Junta utilizar autonomamente o tempo de antena”. Para João Pires, esta não é mais do que uma forma de “retirar aos autarcas da Coligação a possibilidade de usarem da palavra”. João Martins, Presidente da Junta de Fradelos, abordou os problemas relativos à suspensão da passagem da linha de TGV por Braga. O autarca pretende que sejam levantados todos os ónus sobre os terrenos da sua freguesia por onde estava previsto ser construída a linha do TGV. João Martins reprova a “passividade” da Câmara Municipal na abordagem deste processo: “Queremos que a câmara interceda junto do poder central e que faça ouvir a nossa voz e o nosso descontentamento”. Sucederam-se as intervenções dos demais Autarcas com a apresentação das múltiplas preocupações que assolam a população das suas Freguesias e com o testemunho do muito trabalho realizado sem apoio da Câmara Municipal. “Não tempos obras, mas fazemos obra!” foi a expressão que deu conta das diversas iniciativas realizadas, a expensas próprias e em colaboração com as instituições e população das várias Freguesias presentes. Um ano de gestão socialista marcada por “sucessão de descalabros” O Vereador Ricardo Rio lembrou aos presentes que se aproxima o primeiro aniversário das eleições autárquicas de 2009, realizadas no dia 11 de Outubro. Em jeito de balanço, Ricardo Rio criticou duramente a gestão socialista durante este ano: “Após a sucessão de descalabros que ocorreram e estão a ocorrer à vista de todos, podemos dizer com segurança que a Câmara de Braga, e Braga, perderam muito com o resultado das últimas eleições autárquicas”. As Parcerias Público-Privadas foram um dos grandes alvos das críticas do vereador. Ricardo Rio insurgiu-se contra o modelo de parcerias que a Câmara Municipal tem desenvolvido. A maioria socialista gastou 25 milhões de euros na construção de campos de futebol sintéticos e dois pavilhões, obras “com fins puramente eleitoralistas”. Para Ricardo Rio, trata-se de uma “soma astronómica, que será paga por todos os contribuintes ao longo dos próximos anos, e que deveria ter sido utilizada em obras sociais prioritárias e na dinamização económica”. Pelo contrário, garantiu, “face aos atrasos no pagamento às empresas que as construíram, põem em risco a sustentabilidade de várias empresas e inúmeros postos de trabalho”. “Ficou provado que a razão esteve sempre do nosso lado. Atente-se à política financeira da Câmara - com os impostos aplicados pela taxa máxima e as obras nas freguesias paradas – ou nos grandes projectos municipais, como o Rio Este e o Picoto, envolvidos em imbróglios jurídicos e financeiros. São a marca do desnorte nas políticas municipais”, afirmou Ricardo Rio. Na cultura, Ricardo Rio salientou a “péssima gestão” municipal do Theatro Circo: “Como é possível que, no Theatro Circo, a principal fatia do orçamento seja gasta nos custos de um programador [Paulo Brandão] que já nem sequer está em funções?”, questiona. Por fim, o vereador destacou o “incansável trabalho” que os autarcas do PSD de Braga têm vindo a realizar, em benefício de todos os bracarenses. Revelou ainda que a coligação, neste reinício de actividade política, pretende reactivar o “plano de visitas e de contactos directos com as freguesias e instituições, auscultando assim, mais de perto, os anseios dos habitantes de Braga”. Partido quer autarcas a “cruzar experiências” O presidente da comissão política do PSD de Braga, João Granja, lembrou aos autarcas presentes que no dia 23 de Outubro vai ter lugar uma acção de formação, na sequência de outras já realizadas, que irá contar com a presença dos membros de todas as Juntas de freguesia apoiadas pela Coligação “Juntos Por Braga”. A formação visa cruzar experiências, de forma profunda e detalhada, de actividades realizadas pelas diferentes freguesias. João Granja pediu aos autarcas para levarem para a formação um exemplo de uma actividade modelo, já desenvolvida nas suas freguesias. “Desta forma, se alguém quiser adaptar uma ideia, pode assumir mais facilmente as boas práticas já testadas com sucesso”, finalizou o presidente. João Granja anunciou ainda a realização de um magusto, no início de Novembro, e apelou à presença de todos os autarcas da Coligação e pessoas amigas, naquilo que pretende que seja uma “grande jornada de confraternização”. o balcao
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