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Braga
Utentes sem médico de família vítimas de má gestão dos serviços de saúde
Terça-feira, 28.09.2010 - 10:57 (GMT)

As alterações efectuadas e implementadas a partir de Junho de 2010 na organização dos cuidados de saúde primários no concelho de Braga estão a gerar um impacto negativo nos serviços e consequências nefastas para os utentes.

 

O encerramento dos três SACU’s – Serviço de Atendimento de Consultas Urgentes - de Carandá, Maximinos e Infías que funcionavam  das 8:00 às 20:00 horas todos os dias úteis, deu origem a novas estruturas de características muito diferentes das existentes.

 

O serviço denominado “Consulta Aberta”, passou a concentrar, num único local, em Maximinos, a oferta de cuidados de saúde à população, funcionando, das 20:00 às 24:00, todos os dias úteis e das 9:00 às 24:00 horas, aos sábados, domingos e feriados, mas com uma redução de 25% dos recursos humanos.

 

Os utentes de todo o concelho, sem médico de família, e que são cerca de 31.000, são atendidos no serviço criado, no mesmo local, designado Unidade Paulo Orósio, que funciona das 8.00 às 20:00 horas todos os dias úteis.

 

O reduzidíssimo número de profissionais que ali laboram, para tão elevado número de utentes, permitia prever a incapacidade de resposta, a situação de ruptura e a insatisfação de quem ali trabalha e de quem recorre a estes serviços sem dispor de alternativa. 

 

Os objectivos subjacentes a estas alterações pressupunham que o concelho tivesse uma cobertura em USF’s – Unidades de Saúde Familiar - que objectivamente não existe. 

 

Impunha-se um estudo e uma melhor planificação que tivesse em conta as especificidades da realidade existente, incompatível com a forma acelerada e atabalhoada como tudo tem vindo a ser gerido.

 

A redução dos horários e dos locais de atendimento, acompanhada da redução dos recursos humanos, está a gerar situações de caos nos serviços, o desagrado dos profissionais e o mal-estar e revolta dos utentes.     

 

A agravar toda esta situação perpetuam-se as péssimas condições de trabalho da Unidade de Saúde do Carandá – espaços muito reduzidos, corredores transformados em salas de espera, falta de climatização, casas de banho insuficientes, assaltos sucessivos a partir da zona em obras. As obras, suspensas logo no início, e com um interregno de mais de um ano, continuam incompreensivelmente paradas.    

 

A Comissão Política de Secção de Braga do PSD, face a esta preocupante realidade, vem exigir a rápida intervenção da Administração Regional de Saúde do Norte face à incapacidade e inoperância da responsável local.

 

É vital impedir que esta situação se arraste durante muito mais tempo quando é previsível que as condições se venham a agravar nos próximos meses.

o balcao


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