O consórcio português constituído pelas empresas DST, Visabeira e EDP, pela Sociedade de Capital de Risco Inovcapital e pelos Bancos BPA, BES e BCP, que estabeleceu no passado dia 5 de Junho um princípio de acordo para a aquisição dos activos solares da Qimonda AG (projecto Itarion) e para o financiamento do respectivo projecto, vem comunicar que não foi possível concluir com sucesso as negociações que vinham a ser mantidas com o parceiro alemão Centrosolar.
Perante a ausência do acordo que viabilizaria a entrada do consórcio no projecto Itarion, que se esperava poder ser obtido esta semana, as empresas EDP, DST e Visabeira entenderam manter a decisão de investimento na fileira da energia solar, modificando apenas a sequência das fases de realização do investimento.
Assim, este grupo de empresas prevê iniciar ainda em 2009 a promoção de um projecto industrial para montagem e comercialização de painéis solares, preferencialmente na mesma região, em face, nomeadamente, da existência nesta área de recursos humanos qualificados.
As primeiras projecções do investimento apontam para a possível criação inicial de cerca de 150 a 200 postos de trabalho já em 2010.
Outras alternativas complementares encontram-se neste momento em consideração, que poderão passar por desenvolvimentos na área do thin film ou de outras tecnologias, sendo intenção deste grupo de empresas promover em Portugal um cluster industrial no sector da energia solar.